David Malta, jovem de 27 anos doutorado pelo MIT (Massachusetts Institute of Tecnology) afirma “Não existe nenhum produto no mercado que faça o mesmo que o nosso”. O jovem doutor é também empreendedor e está a frente da empresa Cell2b, junto com mais três amigos. A Cell2b desenvolveu um fármaco para tratar doentes que apresentam sinais de rejeição após transplantes de medula óssea e os promotores do projeto querem expandir a área de atuação do produto. Na mira, encontra-se o tratamento de doenças do foro oncológico e imunológico.
Os quatro empreendedores responsáveis pela Cell2b são David Malta, Daniela Couto, Pedro Andrade e Francisco Santos, sendo que estes dois últimos estão cursando pós-doutorado na área e, no momento, não se dedicam 100% à empresa.
Após pouco mais de um ano e meio de a empresa ter sido criada, os quatro fundadores e sócios precisaram de um aumento de capital de 600.000€ (600 mil euros) para conseguirem avançar com os testes. O investimento chegou de investidores-anjo interessados no projeto.
“Já temos o produto inicial desenvolvido com resultados em seis doentes portugueses. Temos a prova de que funciona e precisamos efetuar os testes de segurança e eficácia para avançar com a comercialização”, conta David Malta.
David Malta afirma que o produto que inventaram já está patenteado e não existe outro no mercado que faça o mesmo. A prova de conceito foi realizada na doença do enxerto contra o hospedeiro, a rejeição que está associada aos transplantes de medula óssea. O fármaco da Cell2b consegue “dizer” ao corpo que o órgão transplantado, que ele não reconhece, é benéfico.
A inovação da Cell2b poderá tratar transplantes de fígado, coração e até doenças do foro imunológico, como a Doença de Crohn e a artrite inflamatórias. O tratamento para cada uma dessas doenças ainda precisará ser testado antes de ser comercializado. David Malta acredita que em 2016 a empresa já estará pronta para iniciar a comercialização da terapia para transplantes de medula óssea. As demais terapias dependem dos investimentos que o projeto conseguir angariar.
Até à data, o grande desafio tem sido levantar o financiamento necessário para levar adiante o desenvolvimento tecnológico da terapia celular que os quatros jovens inventaram.
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