Os médicos e seus jalecos

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Não é de hoje, caros leitores, meu sentimento de instatisfação pela classe médica carioca. Quando digo carioca é porque não conheço os médicos dos outros estados da Terra Brasilis. Hoje, neste artigo, falarei dos médicos e seus jalecos. 🙂

Explico-me: passei por diversos profissionais de medicina do Rio de Janeiro e tive impressões raramente favoráveis.

Neste primeiro texto, ilustrarei uma situação que creio ser, no mínimo, desadequada.

Por um tempo, antes mesmo da minha doença ter início, trabalhei em rua perto a um hospital muito famoso do Rio de Janeiro. Lá tive a oportunidade de dividir a mesa dos restaurantes próximos com alguns dos senhores da saúde.

Diariamente, percebi que a maioria dos doutores faziam suas refeições de jaleco e estetoscópio.

Ora, isso é correto?

Para que servem os jalecos?

Em 2005 estudei engenharia e, durante a aula de química experimental, fui instruído a não usar o jaleco fora do laboratório e tampouco deixar de usá-lo dentro do laboratório. Motivos? Biossegurança!

Em suma, jaleco era obrigatório dentro e apenas dentro do ambiente de estudo químico.

Sabe-se que o hospital é, em geral, um ambiente potencialmente contaminado, inclusive por microorganismos multirresistentes e a função do jaleco não é diferenciar um médico de um paciente.

O jaleco é uma barreira usada em lugares onde se necessita higiene e assepsia, portanto, é algo sujo e inseguro para ser usado em outros ambientes.

Exemplificando: os microorganismos do hospital podem ficar no jaleco, que ao ser transportado sem a devida esterilização, pode transmiti-los para outro ambiente. Imagine um médico cuidando de um coitado com tuberculose, que tosse bem em cima dele, no jaleco.

Agora, imagine esse mesmo médico com o mesmo jaleco se servindo em um restaurante self-service. 

Vejamos, caro leitor, você gostaria de pegar uma doença simplesmente porque sentou-se ao lado de um irresponsável durante um simples almoço? Claro que não!

Presumo, então, que os tais médicos faltaram à aula de biossegurança em suas respectivas faculdades.

Agora vamos ao mais curioso: o estetoscópio. Respondam sinceramente: algum médico precisa verificar o coração da galinha na churrascaria onde vai comer? Ora bolas!

Médicos leitores, eu realmente gostaria de uma explicação plausível para o uso de jaleco e estetoscópio durante o almoço. Aliás, gostaria de uma explicação para o uso de jaleco em qualquer lugar fora do ambiente para o qual ele foi desenvolvido.

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