O impacto dos exercícios na Doença de Crohn e Colite

 O impacto dos exercícios na Doença de Crohn e ColiteNas minhas pesquisas na internet sobre Doença de Crohn, encontrei essa reportagem/relato feito pela portadora de DC, Dede Cummings, e o doutorando Travis Saunders. Então, reproduzo aqui a reportagem que conta o impacto dos exercícios na Doença de Crohn e Colite. O artigo original, em inglês, pode ser lido aqui.

Como uma paciente de Doença de Crohn, que sofre em silêncio por mais de dez anos, achei que exercícios eram a última coisa que eu queria fazer, especialmente quando estava tendo sintomas moderados como diarreia, vômitos e fadiga. Para mim, durante esse tempo, o verbo “exercitar” era conjugado apenas no passado. Eu fui “atleta” na escola, praticando três esportes. Na faculdade, eu pratiquei dois esportes além de futebol recreativo no meu primeiro ano. Quando os sintomas começaram naquela primavera, os exercícios (no meu caso, esportes competitivos) foram a primeira coisa que eu deixei de lado.

Lutei contra meus sintomas, tornando-me apática e mal-humorada, com o meu corpo perdendo rapidamente o tônus muscular. Larguei minhas atividades atléticas. Com a falta de um diagnóstico e meu estilo de vida consequentemente inativo eu procurei por respostas. Fui ao dermatologista, ao ginecologista, ao clínico geral. Ao longo dos anos, fui colocada na profilaxia oral com a esperança de que as pílulas anticoncepcionais ajudariam as cólicas que muitas vezes coincidem com o meu período menstrual. Disseram-me que eu tinha um “estado nervoso”, que foi “devido ao estresse.”

Um pulo no tempo até a minha vida atualmente e você verá uma saudável mulher de meia-idade, que correu sua primeira meia-maratona no ano passado.

Atividade Física – Por que é importante?

Aproximadamente 1,5 milhões de pessoas nos Estados Unidos sofrem com as doença inflamatórias intestinais (DIIs), uma categoria de doenças que incluem a doença de Crohn e a colite ulcerativa, e este número tende a aumentar constantemente. De acordo com a Crohn’s and Colitis Foundation of Canada (Fundação de Crohn e Colite do Canadá), o Canadá tem uma das maiores incidências de DII do mundo, com um custo anual de US$1,8 bilhões para os indivíduos, suas famílias e a sociedade em geral. Em 2008, havia mais de 200.000 casos de DII relatados no Canadá, com mais de 9.000 novos casos a cada ano.

O exercício é uma das práticas mais importantes a se adotar quando se considera as opções de tratamento para as doenças inflamatórias intestinais ou síndrome do intestino irritável. Não importa o seu estado físico, há sempre algo que você pode fazer para se exercitar. Recomenda-se sempre perguntar ao seu médico o que é melhor para você em termos de níveis de exercício – um paciente pós-cirúrgico terá um nível diferente de atividade do que um paciente que tem um caso de DII em remissão.

Em um estudo piloto de 1998 intitulado “Os efeitos do exercício em pacientes com doença de Crohn”, da Universidade de Manitoba, 12 pacientes inativos com baixo nível de casos de doença de Crohn foram monitorados durante 12 semanas em um programa de caminhada de três vezes por semana para medir se exercício teve um efeito sobre os sintomas da doença de Crohn.

No final do estudo, as linhas de base foram comparadas (Qualidade de Vida , Índice de Harvey e Bradshaw Simples, teste de aptidão aeróbica e outros) e os resultados mostraram que houve melhora, tanto física como psicológica.

Em um excelente resumo intitulado “Exercício e doença inflamatória do intestino”, publicado em 2008 pelo Canadian Journal of Gastroenterology, os autores examinaram a pesquisa atual para ver se o exercício ajudou a neutralizar alguns sintomas específicos das DIIs. Eles descobriram que o exercício físico podem ser de fato benéficos para ajudar a prevenir e aliviar os sintomas das Doenças Inflamatórias Intestinais – juntamente com os níveis de densidade mineral óssea, gestão do estresse e melhoria geral da saúde psicológica.

Como fazer isso? (Exercite-se)

Hoje em dia, para mim, o exercício é simplesmente divertido, como deve ser!

Minha máxima para o exercício é simples: fazê-lo muito, e fazê-lo todos os dias. Obviamente, quando você não está em remissão, é difícil se imaginar fazendo exercícios, mas comece devagar do jeito que eu fiz (caminhar até caixa de correio foi o meu primeiro objetivo). É uma maneira de integrar o movimento e o exercício e a liberação natural de substâncias químicas benéficas do cérebro, como a serotonina.

Uma rotina regular de exercícios pode melhorar a saúde em geral e pode ser benéfica principalmente para pessoas com DII. A prática de atividade física regular pode reduzir o estresse e manter e melhorar a resistência óssea. Algumas pesquisas têm mostrado que também alivia a depressão e aumenta a resposta do sistema imunológico do organismo.

Outro estudo de 2007 do Clinical Journal of Sports Medicine avaliou 32 pacientes de Crohn durante 3 meses fazendo caminhada de baixa intensidade (três vezes por semana) e concluiu que os pacientes obtiveram benefícios imediatos na qualidade de vida. Durante o estudo, não houve aumento dos sintomas ou crises nos pacientes.

Se ter DII limita a quantidade e intensidade de exercício que você pode realizar, mantenha em mente que as atividades físicas – mesmo de baixa intensidade – podem produzir resultados. Fale com o seu médico para determinar um programa de exercícios que funciona para você. Se os sintomas tornarem a mobilidade difícil, encontre maneiras de ser ativo em casa.

Uma das minhas atividades favoritas que cobre a minha dose diária de exercício, aumenta meu ritmo cardíaco e constrói vigor e resistência é ir de bicicleta ao trabalho quando o clima permite. Eu aprecio a satisfação economizar o dinheiro da gasolina e me sentir relaxada pedalando os 5 quilômetros em cada manhã.

Depois de dominar os 30 minutos, 3x por semana de caminhada, você pode notar que os sintomas podem começar a diminuir, mesmo quando não se está em remissão clínica. O Ciclismo oferece alguma diversidade e o treino com pesos podem ser adicionados a uma rotina de exercícios, enquanto os sintomas não piorarem (eu recomendo que pacientes com DII mantenham um registo diário do que fez, como se alimentou, quantas evacuações e como se sente em termos de estresse e ansiedade). Uma rotina diária de exercícios ajudará a construir resistência, a dormir melhor, e algumas pessoas relatam que inchaço e gás associado com Crohn e colite ulcerativa são diminuídos. Não se esqueça que os exercícios de relaxamento são muito benéficos para reduzir o estresse e tensão que podem impedir a recuperação. A meta é aumentar seu ritmo cardíaco e suar, mas é importante não se exercitar em excesso e manter tudo divertido e interessante.

Traduzido e adaptado de: The Impact of Aerobic Exercise on Crohn’s and Colitis

  • Dede Cummings

    Es fantastico—gracias por la traducción de mi artículo en español.

    • Dede Cummings

      I meant Portuguese!

      • http://www.aiminhabarriga.com.br tdelgrande

        Thank you, Dede.

  • ANDERSON

    ESTOU NESSE QUADRO CITADO PELA MINHA AMIGA ACIMA, MEU PIOR OBSTACULO IRA SER A PERDA DE AGUA DAS FEZES SAINDO PELO RETO, MAS VOU CONSEGUIR COM A AJUDA DOS MEUS MEDICOS.