A cirurgia na doença de Crohn

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cirurgiaDesde dezembro/2012 passei a sentir sintomas diferentes, como barulhos “estranhos” e inchaço no abdomen. A princípio tentei tratar com simeticona, mas não adiantou. Dependendo do que eu comia, dores absurdas em forma de cólicas começaram a aparecer. Em março/2013 fui, enfim, fazer um exame: a enterografia por RM.

O resultado do exame, que eu comentarei adiante, saiu cerca de uma semana depois.

O exame, realizado em um dos melhores laboratórios do Rio de Janeiro indicou que “houve acentuação do espessamento parietal comprometendo o íleo”. Além disso, indicou que “a espessura pariental atinge 1,2 cm e alças dilatadas atingem em até 5,1 cm de calibre”. O laudo médico concluiu informando que houve “acentuação do comprometimento fibroestenosante da doença de Crohn, observando-se padrão de suboclusão intestinal com mais áreas segmentares com mais espessamento e maior redução do calibre associadas a dilatação a montante”.

Pois bem, isso tudo quer dizer que eu tenho uma suboclusão intestinal e terei que realizar uma cirurgia (Enterectomia Videolaparoscopica).

Essa cirurgia visa a retirada da parte doente do meu intestino delgado (íleo) – que deve ser algo em torno de 30 cm. Vou fazê-la no dia 27 de maio de 2013 e estou bastante confiante no resultado e no pós-operatório.

Pretendo escrever aqui durante todo o processo (pré e pós-cirúrgico) para manter vocês, queridos leitores, informados e também para demonstrar que a cirurgia na doença de Crohn é um processo que a grande maioria dos portadores terá que passar e não um bicho de sete cabeças.