Na Irlanda, Metades dos Doentes de Crohn Deixam Seus Empregos

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Um relatório divulgado pelo Ministro do Emprego da Irlanda, Ged Nash, revelou que quase metade das pessoas que sofrem de Doença de Crohn foram forçadas a sair do emprego por causa da doença. Nash é um dos cerca de 20.000 pacientes que sofrem da doença na Irlanda.

O Ministro de 39 anos foi diagnosticado com doença de Crohn ainda adolescente e diz que a doença mudou sua vida completamente. Hoje, ele é um dos que esperam impulsionar uma nova estratégia global para ajudar os portadores das doenças inflamatórias intestinais.

Nash explicou que fui diagnosticado no verão de 1990, quando tinha 14 anos, depois de passar de seis a nove meses com fortes dores e sintomas muito graves.

“Levou cerca de seis a nove meses para finalmente descobrirem o que havia de errado comigo”, completou Nash.

Nash passou muito tempo no hospital até conseguir controlar sua condição. Ele diz que ficava no hospital duas ou três vezes por ano e isso impactou em seus estudos. Conseguiu superar graças a compreensão dos professores, do apoio da família e dos amigos.

O relatório divulgado pelo Ministério do Emprego da Irlanda mostrou que quase 50% dos pacientes alegam que deixaram os empregos devido a problemas associadas às doenças inflamatórias intestinais e que foram obrigados a se ausentar do trabalho, além de não conseguirem atender às demandas de suas carreiras por conta da extensão da doença.

Nash informou, ainda, que nos primeiros anos de sua carreira também experimentou alguns problemas e foi hospitalizado algumas vezes, mas felizmente seu patrão entendeu sua condição.

Infelizmente, o que se vê no Brasil não é muito diferente do que acontece na Europa. A falta de entendimento das doenças por parte da população em geral e um consequente e absurdo preconceito faz com que muitas pessoas acabem perdendo seus empregos devido a uma condição médica.

Já escrevi no blog que, em 2010, perdi o emprego por ter a doença. Subitamente fui chamado à “salinha do RH” e me avisaram que eu estava “visivelmente doente e, portanto, inapto a exercer as atividades de trabalho normais”.