Câncer de intestino – detectar​​, prevenir e combater

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Você sabia que março é o mês mundial para a conscientização do câncer de intestino? Pois é! E o câncer de intestino (de cólon ou colorretal) é a segunda causa mais comum de morte relacionada ao câncer nos EUA. Ele mata mais pacientes que os câncer de mama ou de próstata. Só nos EUA existem mais de 138 mil novos casos por ano, além de 55 mil mortes/ano.

Mas, você sabia que o diagnóstico precoce oferece melhor chance de cura, resultando em uma taxa de cura de mais de 90%? Um atraso no diagnóstico é o fator mais importante para um mau resultado no tratamento. A melhor opção é fazer uma colonoscopia, considerado o padrão ouro para rastreio de câncer colorretal, pólipos e remoção de pólipos.

Os fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de intestino são:

1. Idade: o câncer colorretal é mais comum depois dos 50 anos, entretanto, pode atacar idades mais jovens e o risco aumenta após os 40 anos de idade;

2. Histórico familiar
a) Se não há histórico familiar de câncer colorretal: 1 em 17 chances de desenvolver;
b) Se há histórico de câncer de intestino em um parente distante (tios/ avós): 1,5 em 17 chances de desenvolver;
c) Se há histórico de um ou mais parentes (imediatos ou distantes) com câncer de mama, útero, ovários ou próstata: 1,5 em 17 chances de desenvolver;
d) Se há histórico de tumores de cólon em parentes imediatos (pais, irmãos, filhos): 2 ou 3 em 17 chances de desenvolver;
e) Se há histórico de dois ou mais familiares imediatos com câncer de intestino: 3 ou 4 em 17 chances de desenvolver;
f) Se há histórico de um parente que tenha desenvolvido câncer de cólon antes dos 50 anos de idade: 3 ou 4 em 17 chances de desenvolver;

3. Parentes próximos (pais, irmãos, filhos) com histórico de pólipos de cólon: aumenta o risco de pólipos e câncer colorretal;

4. Histórico de pólipos adenomatosos ou câncer: o risco de desenvolver pólipos ou câncer recorrente é alta.

5. Histórico de doença de Crohn ou colite ulcerativa: aumenta o risco de câncer de intestino;

6. Evidências epidemiológicas: a diminuição do consumo de fibra alimentar e o aumento do consumo de proteína animal, além de gorduras são fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de intestino ou pólipos.

Os sintomas mais comuns do câncer colorretal são:

1. Sem sintomas: no início, a maioria dos pólipos e o câncer de intestino não causam sintomas;

2. Sangramento retal: um sangramento retal nunca deve ser atribuído a hemorroidas até que a possibilidade de um câncer seja excluída por meio de um exame específico;

3. Mudança de hábitos intestinais: Constipação (prisão de ventre), diarreia, sensação de evacuação incompleta, redução do calibre das fezes e mudança na forma das fezes;

4. Dores abdominais, desconfortos;

5. Anemia inexplicada;

6. Perda de peso inexplicada.

Os sintomas acima nem sempre indicam a presença de câncer colorretal, mas exames apropriados e uma avaliação devem ser solicitadas pelo seu médico.

Os testes mais comuns solicitados pelos médicos são:

1. Retossigmoidoscopia: deve ser realizado anualmente a partir dos 50 anos no consultório do médico coloproctologista;

2. Exame de fezes: deve ser realizado anualmente para pesquisa sangue oculto nas fezes além de vermes;

As limitações para os exames (1) e (2) são que a maioria dos pólipos e alguns tipos de câncer não sangram e podem resultar em exames de fezes negativos. Além disso, a retossigmoidoscopia analisa a parte do cólon onde apenas 50% de tumores e pólipos surgem.

3. Enema de bário – ou exame gastrointestinal inferior (TGI): é um exame de raio-X onde o cólon é preenchido com um material contrastante contendo bário. É feito por vazamento do material através de um tubo inserido no ânus.

A limitação do exame (3) é que ele não consegue detectar cerca de 25% dos câncer e pólipos. Além disso, pode ser necessário repetir o procedimento em até 10% dos casos e é muito desconfortável, pois é feito sem sedação.

4. Colonoscopia: considerada o padrão ouro na detecção do câncer de cólon. É capaz de detectar 97% dos câncer e pólipos. Além disso, permite a remoção da maioria dos pólipos. Porém é muito importante realizar o exame com um especialista, pois as taxas de perda de um câncer são cinco vezes mais altas quando o exame não é realizado por especialistas.