Exame de calprotectina fecal é útil no diagnóstico de Crohn

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ExameUm exame pouco conhecido dos paciente de Crohn ainda é o de calprotectina fecal. O fato é que não é simples de se encontrar um laboratório que realize tal exame e, muitas vezes, os planos de saúde não cobrem os custos.

Apesar disso, a Calprotectina Fecal é um método simples para avaliar a inflamação intestinal na doença de Crohn.

Em estudo do professor I. Bjarnason do Departamento de Medicina do Guy’s, King’s, St Thomas’s Medical School de Londres, foi concluído que a calprotectina pode ser um adjuvante útil para discriminar os pacientes com doença de Crohn dos pacientes com síndrome do intestino irritável (SII).

A justificativa do estudo foi que a avaliação da presença e do grau de inflamação intestinal de forma objetiva, simples e confiável é um problema significativo em gastroenterologia. Então, foram avaliados a excreção fecal de calprotectina para discriminar os pacientes de Crohn dos pacientes com SII.

O estudo e seus resultados completos podem ser acessados (em inglês) em: A simple method for assessing intestinal inflammation in Crohn’s disease

Outro estudo, intitulado “Colite ulcerativa: Correlação do índice de atividade endoscópica de Rachmilewitz com calprotectina fecal, atividade clínica, proteína C-reativa e leucocitose”, foi realizado pelos Departamentos de Clínica Médica e Cirurgia Visceral do centro de estudos de Gastroenterologia e de Cirurgia do Hospital Universitário de Berna (Suíça), pelo Instituto de Pesquisa em Saúde Digestiva da Família da Universidade de McMaster ( Hamilton, Canadá), pelo Departamento de Gastroenterologia do Hospital Universitário de Basel (Suíça) e pelo Laboratório Médico Bioanalítico de Lucerna (Suíça).

Esse estudo concluiu que a  calprotectina fecal é a correlação que mais se aproxima da atividade da doença. Além disso, a calprotectina fecal foi o único marcador que conseguiu discriminar em leve, moderada e alta a atividade da doença de forma confiável, sendo muito útil para o seu monitoramento.

fonte: Revista “ABCD em Foco” Ano XI, nº42, Inverno 2010